O conceito da Riviera Santa Maria vai ao encontro da visão dos empreendedores de criar uma referência urbana em Itapoá, deixando um legado positivo para a cidade e seus habitantes. O projeto mescla usos urbanos de habitação, comércio e serviços às áreas destinadas ao lazer, entretenimento e contemplação, permitindo que em um espaço compacto, que prioriza a escala humana e os pedestres, seja possível aos moradores e usuários realizar todo um rol de atividades cotidianas. Além de adotar todas as medidas de cuidados ambientais, portanto, o bairro está planejado para facilitar e estimular o encontro das pessoas.
pedro
Dias 24 e 25/03/22 aconteceu o 3º. Smart City Expo em Curitiba. Reuniu 95 palestrantes do mundo todo e 10.200 participantes. A primeira palestra coube a Gil Peñalosa, fundador do 8 80 Cities. Ele ressaltou: “Temos que parar de construir cidades como se todas as pessoas tivessem 30 anos. Precisamos decidir onde queremos morar e isso deve ser decidido hoje”. Enfatizou que grande parte da sustentabilidade que as pessoas precisam pode ser resolvida com ações simples, como privilegiar a socialização em detrimento do digital e aumentar o contato com a natureza – ambas as premissas, por sinal, estão presentes no projeto Riviera Santa Maria. A Gazeta do Povo fez a cobertura do evento. Leia aqui.
Na Riviera Santa Maria o combro, a parte mais elevada da praia, onde começa a vegetação e termina a faixa de areia, será preservado integralmente. Para o pescador nativo, é o local para onde são puxadas as embarcações, para abrigá-las das marés altas e ressacas. Para os moradores e visitantes da Riviera, será um ponto de admiração da natureza e um marco da aliança com o meio ambiente.
Em uma iniciativa pioneira no Brasil, o Grupo Hacasa, de Joinville-SC, lança o Projeto Metro Verde para compensar, com a preservação de florestas de Mata Atlântica, o impacto da indústria da construção civil no meio ambiente. Prevê que, para cada metro quadrado construído, uma quantidade equivalente de área de mata nativa na região Norte de Santa Catarina será preservada por um período mínimo de 10 anos, garantindo a captura do gás carbono gerado no processo industrial da construção civil. Leia aqui.
À medida que a supressão da vegetação na Riviera Santa Maria avança, cabe ressaltar que o trabalho acontece em apenas 40% da gleba. 512.000 m2 serão mantidos em um maciço contínuo de vegetação nativa. As áreas verdes e espaços livres de uso público destinados ao lazer da população, mais os lotes para equipamentos urbanos e comunitários e o sistema viário ocuparão outros 252.000m². A implantação total do projeto levará muitos anos, mas será feita integrando homem e natureza. O mapa do projeto, concebido pelo urbanista Jaime Lerner, ilustra bem esse conceito.

